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Informativo 53
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IPE – INDICADOR DE PERFORMANCE ERGONÔMICA

           
A PRODERG possui uma nova e importante ferramenta: ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO ERGONÔMICA -  uma metodologia que permite quantificar o modelo de condução da ergonomia
           

A análise crítica que tem a capacidade de revelar a expertise da empresa em lidar com a ergonomia moderna, retrata um tema de grande relevância e paralelamente  inquietadora, uma vez que  seu objetivo de identificar  elementos favoráveis a empresa , assim como  fragilidades e riscos existentes se mostra fundamental neste tempo de grande risco epidêmico e/ou indenizações milionárias. Portanto uma metodologia avançada que revele indicadores de performance ergonômica , oferecendo um material imprescindível, que  deverá servir de base para a implementação e desenvolvimento integrado (DI). Desta maneira, revelando os indicadores que permitam a liderança observar e elencar os pontos mais importantes, levando-se em consideração não somente a atividade, mas a organização do trabalho, atuação da área médica, engenharias, comprometimento das lideranças, documentações, processo ergonômico,  relacionamento entre departamentos,  robustez da tecnologia empregada no trato com a ergonomia,  maturidade dos comitês, planos de ação,  etc.

Infelizmente as empresas partem diretamente para a análise ergonômica na tentativa de  intervirem no que elas consideram ser as causas de doenças ou acidentes. Entretanto a maior parte destas análises se baseiam em estudos focados nas atividades, ou biomecânica dos movimentos, sem com isso abarcarem observações mais amplas no que se refere a robustez e abrangência do sistema. Na prática, as análises resumem os efeitos e ações de contenção dentro do universo final da produção e serviços, mas poucos analisam as causas verdadeiras dos acometimentos. Devemos ressaltar, por exemplo, que uma esteira alta que propõe elevação dos braços e ombros, requer um rebaixamento na altura, todavia o problema pode estar na imaturidade das engenharias, problemas com a comunicação interna ou área de compras e não somente no posto.

Seguindo este raciocínio o mais correto seria fazer uma análise organizacional, que direcionasse  a  empresa não somente no que se refere aos problemas dos postos de trabalho, mas também na organização e estruturação dos departamentos, fluxos de informações, formação de times e documentações.

Em função desta demanda, que a nosso ver é gravíssima, desenvolvemos um material que permite avaliar qual o grau de maturação ergonômica existente, qual denominamos IPE (Índice de Performance Ergonômica). Esta ferramenta pode avaliar sua empresa em até 500 pontos, identificando quais elementos demonstram fragilidade ou robustez no processo ergonômico.
           

O Sistema já é aplicado em diversas multinacionais e raramente na primeira avaliação ultrapassa 200 pontos. O que demonstra como é frágil ainda a ergonomia brasileira, mesmo em grandes corporações.        O sistema avalia mais de 40 parâmetros, que representam os fundamentos da gestão em ergonomia. Por exemplo, como você avalia a documentação da sua empresa no que refere ao histórico das boas práticas (0 a 10)?  Que nota você daria para o nível de treinamento ergonômico das suas engenharias (0 a 10)? Que nota você daria para a área de projetos, no que se refere a preocupação ergonômica (0 a 10)?

Desta maneira, mesmo que você já tenha análises ou trabalhos  iniciados, poderá solicitar uma IPE, para a verificação da robustez do seu sistema, assim como o direcionamento correto de ações ou intervenções necessárias para a melhoria dos indicadores, em favor da implementação de um processo de GESTÃO EFICAZ.  
O programa IPE, possui indicadores confiáveis, estratificação por áreas de atuação e dicas em como resolver problemas e fragilidades das áreas no tocante à organização ergonômica.

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Informativo 52
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Nota:  Como já é de praxe, outra empresa pretende ministrar cursos sobre IS0´s. De certa maneira nos sentimos orgulhosos em sermos referência como empresa de ponta, nos posicionando na vanguarda da ergonomia brasileira. Todavia, nosso curso da IS0 não retrata somente a tradução e exposição dos conteúdos das IS0´s, mas um direcionamento programado em favor da aquisição das IS0´s relevantes. Cabe ressaltar que existem mais de 100 IS0´s de ergonomia, portanto se faz necessário conhecer as 100 para fazer tais orientações, assim como as NBR´s que estão em construção. A PRODERG trabalha há mais de 3 anos com a preparação deste curso, que teve como origem o processo EQUID (Ergonomics Quality in Design), material e direcionamento  gentilmente fornecido pelo professor Marcelo Soares, presidente da ABERGO na época. Desta maneira pudemos compreender o processo de construção das IS0´s assim como o processo de certificação de produtos e metodologia para certificação.
         O nosso diferencial, diga-se de passagem, não é simplesmente copiar, imitar ou mesmo mudar algumas palavras para dar a impressão de novidade, mas trazer para a sociedade o que existe de melhor e verdadeiro no Brasil e no mundo. Infelizmente vejo em muitas consultorias espalhadas pelo Brasil, inúmeros materiais que criamos com muito sacrifício e pesquisa. Por exemplo, “tabela antropométrica, metodologia para projeto ergonômico, questionário bipolar modificado, sistema de análise mista, entre outras”. Todavia, sabemos que estas práticas, fazem  parte do mercado, cientes de que  existem empresas que criam outras que copiam, o que de certa forma acaba por nos favorecer.
         Sendo assim, posso desejar sorte, mas já antecipando que temos três novos projetos, ainda mais inovadores e exclusivos, até que sejam copiados, é lógico.
 

Ergonomia Complexa, preparação para as questões psicológicas e psicossomáticas.

Estudos recentes demonstram um risco inerente e inquietante, para trabalhadores e empresas. Trata-se de acometimentos graves, cumulativos e difíceis de serem diagnosticados:  estresse, sudorese, falta de sono, arritmia, falta de concentração, erro, acidentes e morte. Como estudar e concluir sobre questões de origens diversas que permeiam o campo da intangibilidade, obscuras através do diagnóstico nem sempre fácil de ser compreendido.


Novas doenças e doenças antigas conjugando um mesmo espaço no vasto campo do trabalho, aterrorizando empresários que acabaram de enfrentar as denominadas LER (Lesões por Esforços Repetitivos), ou como são denominadas hoje DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). A possibilidade do aparecimento de doenças psíquicas e psicológicas num momento em que parecia ter-se sob controle as lesões físicas mais parece um filme de terror para os empresários. Este quadro assustador não esta tão longe, como muitos pensam. Algumas empresas já vivem tal pesadelo: tratam-se dos bancos que investiram milhões na reformulação dos mobiliários, automatização e treinamentos, visando organizar ações técnicas na busca da redução das LER/DORT. As ações realmente reduziram tais acometimentos,  todavia enfrentam hoje uma verdadeira epidemia de doenças relacionadas às questões psíquicas como estresse e síndrome do pânico.

 

O pior quadro  começa a mostrar sua verdadeira face. Mesmo após intervenções importantes, tornando os postos  “verdes”, doentes verdadeiros e graves  surgem inexplicavelmente.


A tratativa do tema, não é tão simples assim. O ser humano representa  um elemento biopsicosocial, e não podemos dissociar as partes assim como fazemos com uma máquina ou peça.  A ergonomia no Brasil entrou forçadamente como resposta aos inúmeros casos de LER, pressão da DRT, MP e sindicato, numa linha de atuação mais focada na redução dos esforços físicos, portanto organizada através de uma linha de atuação que chamamos de biomecânica dos movimentos. Este entendimento da biomecânica como retrato da ergonomia refere um risco para a  própria ergonomia que pode ser compreendida em três áreas distintas: organizacional, física e cognitiva. Atuar numa das frentes e declinar das outras duas, pode responder o porquê do recrudescimento de doenças aparentemente sob controle. O segredo está no funcionamento e integração entre físico e psíquico, qual propõe em ambos os casos fabricação interna de elementos químicos para a esperada sobrecarga (adrenalina, noradrenalina entre outros) que representam hormônios de desempenho. Quando o indivíduo passa por uma exigência física, o corpo  fabrica elementos que o preparam para a situação. No caso específico da sobrecarga psíquica o corpo também produz elementos químicos que não são devidamente utilizados, acumulando-se perigosamente.


Portanto, tanto a sobrecarga física quanto a psíquica propõe o aumento e produção de adrenalina,  noradrenalina e cortisol, só que no caso das sobrecargas psíquicas não existe a queima adequada para a correta eliminação. O raciocínio é óbvio, no que concerne aos novos trabalhos que além de exigirem fisicamente também requerem grande concentração, esforços cognitivos e aumento das responsabilidades (Moyá- Albinol et .al  - 2001)


Esta conjugação de esforços físicos, psíquicos e cognitivos, possui grande influência da organização do trabalho imposta pelas engenharias e mercado. Portanto concluímos que o faceamento da ergonomia no prisma biomecânico, somente escondeu um problema maior que agora começa a ser desvendado, e, diga-se de passagem, complexo e compreendido somente por especialistas, uma vez que especialista em ergonomia como sempre frisamos estuda trabalho, não estuda pessoas e nem tão pouco doenças. A partir daí, pode-se entender qual a função do ergonomista  “transformar o trabalho, não pessoas”.


Os novos mecanismos de regulação do trabalho, como LEAN, KAYSEN e times auto dirigidos, demonstram claramente tendência de redução dos controles de administração sobre trabalhadores, aumento da carga através da redução de pessoas ou espaçamentos. Propondo como pano de fundo, trabalhos com grande concentração de decisões, exigência de conhecimento e esforços físicos exarcebados e viés complexo no ponto de vista das interações dos elementos envolvidos. Estudos de resiliência, complexidade, memória, aprendizado, carga mental, cognição hoje ainda são desconhecidos  pela maioria. Todavia  devem fazer parte  insubstituível das AET´s em breve, e caberá a ferramenta de análise, simplesmente fundamentar as hipóteses do ergonomista e nunca a substituir. Quero dizer que somente um ergonomista profissional, com curso de especialização  tem expertise para analisar o trabalho nos seus diversos aspectos.

A problemática da total ou quase total ignorância sobre o funcionamento humano das consultorias que criam e vendem sistemas produtivos, assim como das empresas que adquirem tais metodologias,  tende a se tornar catastrófico, evidenciando num curto espaço de tempo passivos muito superiores ao que se pensava economizar.

O mais importante para as empresas, é atribuir aos seus sistemas produtivos, o conceito sobre melhorar tecnicamente sem ultrapassar limites humanos. Deve aprimorar os conhecimentos a respeito do “human factor”  e como desenvolver a compatibilidade dos sistemas em função das limitações psicofísicas humanas.